AVANÇOS NA MEDICINA DIAGNÓSTICA PARA CÂNCER

17 de novembro de 2016   /   byDebs  / Categories :  Saúde

Quando falamos em prevenção do câncer de mama, logo vem à cabeça todas as campanhas que ouvimos no Outubro Rosa, que falam muito sobre a mamografia. Muitas mulheres acreditam que só exista essa forma de diagnóstico, além do auto exame.

O fato é que, hoje, a medicina encontra-se muito avançada em relação aos exames que podem detectar o câncer de mama em seu estágio inicial.

O primeiro deles – e não muito recente – é o ultrassom de mamas. Hoje, a maioria dos médicos já pede o “combo” mamografia e ultrassom, já que esse último consegue captar os nódulos em estágio bem inicial de formação.

O exame mais recente e que não tem sido usado como substituto, mas como adjuvante, é a tomossíntese ou mamografia 3D. Diversos estudos têm demonstrado que seu uso está associado a um aumento de até 40% na taxa de detecção do câncer de mama e a uma redução significativa nas taxas de reconvocação e na necessidade de incidências mamográficas complementares.
A tomossíntese está potencialmente indicada para o rastreamento do câncer de mama em mulheres com ou sem alto risco para a doença, principalmente aquelas que possuem mamas densas, seguindo o que já se preconiza para a mamografia 2D, ou como método diagnóstico nas mulheres com sintomas clínicos, achados à palpação ou dúvidas encontradas no exame convencional.

Nas pacientes de alto risco, contudo, o novo exame não substitui a ressonância magnética, exame que será realizado somente quando houver indicação.​

Quando recebi meu diagnóstico, e a maioria de vocês já conhece a minha história, foi por meio da mamografia associada à tomossíntese, ao ultrassom e posteriormente a uma ressonância para confirmação. E por fim, a biópsia.

Após a mastectomia, meu mastologista, em conjunto com o oncologista, decidiu que não seria necessário enviar o meu material para o Oncotype DX®, isso porque, no caso do meu tumor, o tratamento já era bem definido. Esse exame, avalia a expressão de um conjunto de genes associados a esses tumores. De acordo com os diferentes padrões desses genes, podem estar associados os riscos de progressão do tumor e possíveis respostas a alguns dos tratamentos oncológicos.

O teste é feito no tecido tumoral da biópsia (no caso do câncer de próstata) ou da peça cirúrgica (mama e cólon). O material é colhido e depois da análise são fornecidas informações quantitativas sobre o nível de expressão gênica, que são combinadas por meio de um algoritmo matemático com as características clínico-patológicas da neoplasia. A partir disso, é gerado um resultado que auxilia a guiar, de forma individual, a decisão terapêutica.

Segundo Monica Stiepcich, assessora médica da Anatomia Patológica do Fleury Medicina e Saúde, o Oncotype DX® dá mais subsídios e informações sobre a biologia tumoral do câncer. “O teste amplia as informações acerca da biologia tumoral e possibilita a tomada de decisões relativas ao tratamento oncológico embasadas num maior detalhamento do risco de maior ou menor agressividade da neoplasia.”

Para câncer de mama invasivo, o teste analisa 21 genes e avalia o risco de recorrência a distância da neoplasia e o benefício da quimioterapia adjuvante. No caso de carcinoma ductal in situ da mama (CDIS) são pesquisados 12 genes e, além de avaliar os riscos citados anteriormente, o teste auxilia a discriminar os pacientes que se beneficiariam apenas da excisão cirúrgica daqueles que deveriam passar por tratamentos adicionais, como a radioterapia.

Logo após o tratamento, eu quis muito fazer o aconselhamento genético, por causa da Duda. Mas meu onco me colocou dois pontos: primeiro, que eu não entrava em fatores que justificassem os exames e segundo, e mais importante: o que eu faria com essa informação agora, sendo que ela tem 6 anos de idade? Tudo o que eu posso fazer como prevenção, eu faço, então optamos por deixar o aconselhamento mais pra frente.

Muita gente me perguntou durante o tratamento sobre os fatores que justificam a realização do BRCA 1 e 2, então perguntei para Dra Giselle Mello, do Fleury, no dia do meu exame de controle, quais seriam eles:

· Dois cânceres de mama na mesma pessoa;
· Câncer de mama em qualquer idade se tiver um parente próximo (até primos de primeiro grau) com câncer de mama antes dos 50 anos ou câncer de ovário em qualquer idade ou dois parentes próximos com câncer de mama em qualquer idade;
· Câncer de mama e um parente do mesmo lado da família com câncer de: pâncreas, próstata agressivo, sarcoma, adrenal, cérebro, endométrio, estômago, tiróide;
· Câncer de ovário;
· Câncer de mama em homens.

Quando indicado, o exame é feito a partir de uma simples coleta de sangue sem qualquer tipo de preparo ou jejum. Segundo a médica, além dos genes BRCA1 e BRCA2, existem outras síndromes genéticas relacionadas ao risco para determinados cânceres, além do de mama, que o médico geneticista pode diagnosticar.

O que posso dizer a vocês é que não esperem aparecer algo para fazer os exames preventivos. Apesar de os órgãos de saúde recomendarem a mamografia somente após os 40 anos, um estudo recente mostra que “40% das mulheres que receberam o diagnóstico da doença entre os anos de 2000 e 2010 no centro médico tinham menos de 50 anos e não descobririam o tumor se tivessem seguido a orientação do ministério. Do total de pacientes acompanhadas, 11,4% descobriram a doença até os 39 anos e outras 28,7%, entre os 40 e os 49 anos.”

O câncer de mama se descoberto no estágio inicial tem 90% de chances de cura.

Lembrem-se de que saúde é poder e tenha este poder em suas mãos!

 

Exame de rotina de paciente do sexo feminino, 40 anos, com antecedente pessoal de biópsia em ambas as mamas, com resultado benigno.A mamografia digital convencional (A), na incidência craniocaudal esquerda, evidencia nódulo com calcificação grosseira de aspecto benigno (compatível com fibroadenoma) no quadrante lateral. Já a mamografia 3D (B), também em craniocaudal, mostra nódulo espiculado com centro radiotransparente na junção dos quadrantes superiores da mama esquerda, mais bem caracterizado que na imagem convencional. Resultado da biópsia: cicatriz radiada. ARQUIVO FLEURY ​

Exame de rotina de paciente do sexo feminino, 40 anos, com antecedente pessoal de biópsia em ambas as mamas, com resultado benigno.A mamografia digital convencional (A), na incidência craniocaudal esquerda, evidencia nódulo com calcificação grosseira de aspecto benigno (compatível com fibroadenoma) no quadrante lateral. Já a mamografia 3D (B), também em craniocaudal, mostra nódulo espiculado com centro radiotransparente na junção dos quadrantes superiores da mama esquerda, mais bem caracterizado que na imagem convencional. Resultado da biópsia:
cicatriz radiada.
ARQUIVO FLEURY ​

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