Mizuno Sky Experience Parte I

14 de agosto de 2017   /   byDebs  / Categories :  Corrida, Experiências, Foi a corrida que fez

Há umas duas semanas, recebi um email da Yara Achoa, me convidando para uma experiência promovida pela Mizuno, para o lançamento do novo tênis Mizuno Wave Sky.

Vou confessar que me chamou atenção a palavra EXPERIÊNCIA no email. Desde que comecei a ganhar meu próprio dinheiro, sempre gostei de presentear pessoas queridas com experiências e não com “coisas”. E gosto de ser presenteada com elas também. Acho que experiências são como viagens ou conhecimento: ninguém tira de nós, e, dependendo da experiência, ela pode ser transformadora!

No convite não vinha destino, nem o que íamos fazer. Apenas uma instrução para estarmos às 4:15 da manhã na sede da Alpargatas e que voltaríamos por volta das 14h para São Paulo.

Esquema armado em casa ( porque quem tem filho sem família e sem babá sabe o perrengue de meio dia fora de casa num sábado), mochila pronta, estava pronta para a experiência secreta. Como boa curiosa que sou, fiquei tentando imaginar o que fosse e fui dormir com aquele pensamento de “adivinhação”.

3:15 o despertador toca. Quando temos algo importante ou que queremos muito fazer, não pestanejamos para levantar da cama, né? Tomei um café preto pra acordar e fui para o ponto de encontro. Chegando lá, encontrei vários conhecidos, todo mundo naquela curiosidade gigantesca para saber o que nos esperava!

Entramos no ônibus, distribuíram um lanchinho e três termos… Um deles era pra uso e imagem. Quando vi os outros dois, quaaaaaaaaaase morri do <3! Os termos se referiam a um passeio de balão e a um salto de paraquedas!

Há anosssssss eu tinha vontade de saltar. Mas aí, veio a gravidez, virei mãe, e toda vez que pensava em saltar, me vinha um pensamento de : “Oi, você tem uma filha pequena pra criar!”. Esse ano, em julho, refiz meu quadro dos sonhos ( prometo que farei vídeos pro Youtube sobre ele!) e lá estava em um dos sonhos saltar de paraquedas até o fim desse ano. Como ia acontecer? Não sabia quando coloquei lá! Mas como eu digo, o Uni ( verso) se encarrega de tudo!

Mandei uma foto do termo pro Fabio e ele só me respondeu: “Volte viva!” kkkkkkk

Chegamos em Boituva com o dia amanhecendo. O céu estava uma mescla de alaranjado com tons de rosa, indicando que aquele realmente seria um dia especial. Entramos todos numa espécie de fazenda, e lá estavam os balões! Alguns já de pé, outros levantando com o ar quente que saía da chama. Cada um ganhou uma pulseira, de cores diferentes , e os grupos foram divididos pelas cores das pulseiras. Seguimos em direção ao nosso balão e fiquei ali observando e pensando que loucura ia ser entrar num meio de transporte que é guiado pelo vento! Rs

O Johnny do balão, nosso “motorista”, pediu que nós entrássemos e nos acomodássemos nas “cestinhas” destinadas aos passageiros. A cesta que fica embaixo do balão, é divida em 4 compartimentos, onde cabem cerca de 6 pessoas. Todo mundo pronto e o balão começou a subir. Enquanto todo mundo se preocupava em tirar fotos e filmar, eu só queria aproveitar ao máximo aquela experiência.Uma coisa que aprendi nesses 6 anos de redes sociais, é que quando você foca muito em fotografar, filmar, fazer snaps ou histories, acaba perdendo o sentimento do que está acontecendo naquele momento, você não vive o presente. Vai vivê-lo depois, quando estiver vendo as fotos ou os vídeos… Mas aí já passou, né? E nem que eu quisesse, as fotos do celular iam reproduzir a beleza do que eu estava vendo ali.

De um lado, o sol nascendo, como uma bola enorme cor de fogo. Do outro, vários balões em alturas diferentes, em cima, o céu todo azul com a lua em destaque, e, embaixo, uma imensidão de terras, verdes, árvores, lagos, pedaços de cidades. O silêncio lá em cima, só era quebrado pelo barulho da chama de vez em quando. A sensação de estar voando sendo guiado pelo vento é sensacional. É diferente do avião, porque nele você está fechado ali naquela “caixa pressurizada”. No balão, você sente o vento no rosto, “ouve” o silêncio, se sente próximo de uma energia muito maior.

Por várias vezes tive uma vontade enorme de chorar. É incrível como experiências assim despertam em nós de uma forma muito forte o sentimento de gratidão, que hoje anda tão banalizado. Fiquei pensando ali em cima olhando pro sol nascendo, o quanto, de alguma forma, sou abençoada por poder passar por experiências como essas, que me lembram  o que realmente vim fazer aqui. Até comentei com a Yara, que isso pode ser fruto da maturidade, das experiências pelas quais já passei – as boas e as ruins, mas o fato é que um “simples” passeio de balão nos mostra como somos pequenos diante de tudo que está aí ao nosso alcance e que muitas vezes deixamos de apreciar.

A descida do balão foi tensa e ao mesmo tempo engraçada. O Johnny nos explicou que o local de pouso é definido pelo vento. Pode ser onde ele pensa que vai, como pode simplesmente ser no meio de um Haras, como aconteceu conosco. Quando começou o processo de descida, estava todo mundo em polvorosa. Acho que ninguém estava prestando atenção no que ele dizia. Até uma hora que ele disse: “Gente, não estou brincando! Segurem porque vou parar o balão naquela árvore!” Oi?? kkkkkkkk ” “Segurem firme que vamos descer!”

E o balão, de uma velocidade que parecia bem lenta, foi descendo um pouco mais rápido, até que parou na árvore. Os risos e gargalhadas, não sei bem se eram de nervoso, de alívio ou de qualquer outra coisa! O fato é que pousamos em segurança, no meio de um Haras e ficamos esperando o “resgate” chegar! Como eles nunca sabem onde vão descer, apenas sabem o “raio”, as vans ficam preparadas para buscar os aventureiros em qualquer lugar!

Uma coisa interessante que o Johnny nos explicou foi que, como não é um meio de transporte controlado pelo homem, pode “pousar” em qualquer lugar que não configura invasão de propriedade! Então imaginem que descemos num lugar lindo, com aqueles cavalos que pareciam tomar whey protein de tão robustos, que valem milhões de reais e está tudo bem!

O passeio de balão eu super recomendo! Vi várias famílias com crianças embarcando no mesmo horário que o nosso e o Johnny explicou que é bem tranquilo! Fiquei com muita vontade de levar a Duda pra viver essa experiência!

Saindo de lá, seguimos para o nosso próximo destino: O Centro de Paraquedismo de Boituva! Se o balonismo tinha sido aquela experiência incrível, imagine o que nos aguardava…

Mas esse é assunto para um próximo post!

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