Se tem uma prova que amo fazer é a Golden 4  Asics. Qualquer que seja a etapa, é uma das provas mais bem organizadas do país, expo maravilhosa, percursos que permitem melhorar cada vez mais os tempos dos 21km.

Eu não ia fazer essa prova, a princípio. Minha última vez, foi em 2013, como treino para Berlim. Como ano passado não corri porque tinha acabado de terminar meu tratamento, achei que seria uma boa pra voltar às pixtas depois de Boston. Conversei com meu treinador, ele me disse que eu não poderia ir pra tempo, mas que, como treino, seria ótimo. Na quinta, véspera da prova, recebi minha estratégia. Quando abri o email, quase caí dura pra trás kkkkk Sinceramente gente, eu ando com preguiça de fazer muita força na corrida. Desde Boston, estou naquelas de correr confortavelmente em A1, pra entrar no transe que eu adoro e pronto. Só que, na minha estratégia, veio 1h45. Seria pace de 5min/km constante a prova toda. Aff, ali já meu deu preguiça! kkkkkk Eu tinha pensado em ir bem mais tranquila, curtindo a prova mesmo. Mas o coach manda, a gente tenta fazer, né? Rs

Fomos bem cedinho para a Expo, porque tínhamos alguns compromissos ao longo do dia. A daqui de São Paulo, é ali no WTC, um lugar super legal, espaçoso, estrutura bacana. Quando chegamos estava bem vazio ainda. Deu tempo de aproveitar tudo que a feira oferecia, encontrar amigos, bater papo e deu pra Duda correr na pistinha umas 60 vezes kkkkk. Acho que foi a parte que ela mais amou! <3

No dia da prova, resolvemos ir de Uber, porque pra estacionar carro ali no Jóquei, tem que chegar duas horas antes da largada. Deu pra acordar mais tarde, pegar a “Corre Paula”- que ia ser coelha do Aquino e ir. Chegamos lá, o dia estava amanhecendo. Deu ainda pra pegar o espetáculo do sol nascendo!

Encontrei a Cris, que ia ser minha coelha até onde eu aguentasse. Ela queria 1h45 ou menos, pra mudar o Corral dela em Chicago. Ano passado, na W21, eu fui a coelha dela, mas esse ano, estava sem condições! Rs. Quando nos encontramos, ela me disse que tinha esquecido o Garmin e então pegou o do noivo dela, que também iria pra tempo. Como tínhamos combinado de ir juntas, eu falei pra ela devolver o Garmin pro Fabio ( o noivo dela também é Fabio) e caso eu “quebrasse”, ela poderia ir com o meu até o fim. Minha prova era treino, a dela era com um objetivo. Então, largamos combinadas assim.

Eu não achei tão ruim largar sem o relógio. Muito antigamente, eu corria de Polar, não tinha essa história de ficar olhando o pace a cada km. Acho que nessa época, eu conhecia meu corpo muito melhor do que hoje, porque ficamos tão dependentes do Garmin, que acabamos nos esquecendo de perceber nossos limiares de esforço. A Cris usou uma tática ótima, que o Iberê ensinou na palestra da Golden do ano passado: colocar o lap do relógio pra cada 5km. Não tem coisa mais irritante do que você ficar olhando km por km. Se tem uma ponte, o pace cai na subida. Aí você quer descontar na descida. Se você faz um km mais devagar, quer descontar no próximo pra manter a média. Quando você põe o apito pra cada 5km, ele te da o pace médio de 5 em 5. Por exemplo, no km 3, tinha a subida da ponte. A Cris só olhava se o pace médio não variava. E guess what? Não mudou 1 seg! Ou seja, conseguimos manter mais constante.

Eu já sabia que ela queria 4;55min/km. Apesar de ter vindo na minha estratégia, o pace de 5, eu resolvi arriscar e acompanhar. Achei, e isso é coisa de muito principiante, que quem corre a 5, corre a 4:55. Só que não é bem assim. Fomos juntas até o 10, a Cris pegando todas as águas e sobrando muito! No 10, eu disse a ela pra ir. Eu não ia aguentar manter aquele ritmo até o final. E, sinceramente, me veio aquela preguiça de sofrer. Rs. Eu colei numa menina que estava mais ou menos no ritmo que eu queria. Ela estava vestida de mulher maravilha, então não dava pra me perder dela. Ficamos naquela de, uma hora uma na frente, depois troca, depois lado a lado. Quando cheguei no 12km, tive que dar uma paradinha. Não porque estivesse muito cansada, mas porque o gel que eu tinha levado, não abria de jeito nenhum. Estou sendo cobaia de uma amiga e ela fez vários saquinhos de gel “paleo” pra que eu testasse nos treinos e nas provas. Não foi de todo ruim parar, porque dei uma descansadinha kkkkk

Perdi a minha “amiga” de vista e colei em um amigo do Fabio que estava na minha frente. Quando passei no 16km eu estava morta! Tinha um posto de água, parei, conversei com dois corredores que estavam lá, tomei meu gel e comecei a correr de novo. Percebi que não estava dando o meu melhorrrrr, quando uma menina encostou do meu lado e bufava igual uma louca. Fiquei pensando: “Se eu estivesse dando o meu melhor, estaria assim também!” Estava cansada, mas acho que ainda tinha um gás. Se fossem outros tempos, talvez eu tivesse acelerado ali e ido pra morte. Mas não estava muito a fim de fazer força kkkkkk E afinal, a prova era um treino! rs

Não fiz meu melhor tempo, mas fiquei bem satisfeita com o resultado. Eu já fui bem mais “noiada” com tempo, performance, agora estou numa fase que quero curtir um pouco a corrida e os benefícios que ela me traz. Eu continuo sendo competitiva, mas estou bem feliz de conseguir controlar meus ímpetos de querer melhorar tempo em toda e qualquer prova. O ano de realmente focar em meias, é o ano que vem, que o Fabio vai fazer o Iron, e eu vou ficar nas provas mais curtas. Por ora, sigo na corrida do “só no sapatinho”! kkkkkk

Parabéns à Asics pela organização da prova e obrigada MKT Mix pelo convite! <3