Eu já tinha ido pra Amsterdam em 2008 com o Fábio, mas foi uma viagem que não tinha nada a ver com corrida. Como comentei no post anterior, visitamos os pontos turísticos principais, os parques, saímos pra comer, mas dessa vez, foi realmente demais! Primeiro, porque como brinco, não fui com a “Tia Augusta” – o apelido carinhoso do Fabio por ser tão parecido com um guia turístico nas nossas viagens- então tive que me virar MUITO sozinha. Segundo, porque fui com sugestões de lugares pra visitar que eu não conhecia e ia correr a maratona totalmente for fun, então eu ia fazer um run tour.

Saí de São Paulo na quarta à noite, num vôo direto para Amsterdam, pela KLM. Na terça, dei uma olhada no mapa do aeroporto, porque sabia que ia ter que pegar um trem pra ir para a estação Central de Amsterdam, pois meu hotel era bem perto de lá a pé. Fiquei meio tensa quando cheguei, mas como já estava com o ticket do trem em mãos, era só saber onde era a saída. Aliás, essa é uma boa dica: no aeroporto, as filas no balcão e nos totens pra compra dos tickets do trem são enormes! Esses valem a pena comprar direto aqui do Brasil, porque você vai chegar quebrado de uma viagem de quase 12 horas. Uma outra coisa: o ticket tem que ser impresso, não adianta mostrar o celular e eles são bem rigorosos quanto a isso. Em relação a mala: eu não levei uma mala tão pesada, mas levei de rodinha e daquelas duras. Se arrependimento matasse, eu já estaria morta e enterrada. Todas as outras vezes que fomos, o Fabio sempre me enchia a paciência por causa do tamanho da minha mala, mas era sempre ele quem carregava rs. Minha dica é: MOCHILÃO. É uma cidade que você faz praticamente tudo a pé, de bike ou de transporte público. Eu digo a vocês: é um perrengue andar com mala nas ruas de Amsterdam ou pegar transporte. Não porque a infra seja ruim. Não é isso. Mas se você olhar pra quem está à sua volta nas ruas, na Central ou nos transportes, você vai me entender. Dá vergonha! kkkk

Além dos funcionários do aeroporto serem super prestativos, tem um tourist point onde eles te dão todas as coordenadas, mapas das linhas, da cidade, enfim, tudo que você precisa pra começar a sua aventura em Amsterdam. A Central Station é enorme e chegando lá, mesmo “quebrado” da viagem, sugiro que você compre o cartão “Iamsterdam”, de 24,48 ou 72h, que te dá direito a todos os transportes públicos, alguns passeios e descontos em quase todos os museus e pontos turísticos da cidade.

Saindo da estação, eu tinha um mapa, uma mala e eu, desorientada de tudo. Mesmo com a atendente do Tourist Point da Central Station tendo me explicado como eu fazia pra ir pro meu hotel – e ela me garantiu que eram 6 a 8 minutos caminhando- eu, como sou PÉSSIMA (aliás, era, depois dessa viagem! rs) em orientação espacial, achei melhor usar a internet do meu celular e usar o google maps. Acreditem ou não, demorei QUINZE minutos pra chegar no Hotel. Me perdi com o google maps, mas depois descobri, que ele me mandou por um caminho totalmente “non sense”. O hotel é tão perto, que é simplesmente sair da estação, atravessar a rua, virar à direita e seguir reto ( porque essa já é a Avenida kkkkk).

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Fiquei hospedada no INK Hotel. Além de ser super bem localizado ( 5 minutos andando da Central sem mala rs, pontos de trams na frente do Hotel, a 4/5 minutos caminhando da Dam Square), o INK é um hotel conceito. Bem diferente dos hoteis que normalmente vemos na Europa, ele foi inteiro reformado por aquitetos super renomados, que criaram um ambiente delicioso, super “cool”, onde só se vê gente bonita e descolada. Logo que você entra no Hotel, já vê que é algo totalmente diferente. Não existe um balcão formal de recepção. É uma mesa, super estilosa, onde os funcionários ( todos bem novos) estão sempre com um sorriso largo e aberto pra te receber. À direita, o restaurante, conjugado com o bar, e sempre tocando lounge music, é um lugar que é parada obrigatória quando você chega no hotel. Nos dias em que eu estive lá, sempre tinha algum evento, alguma festinha ou alguma marca oferecendo drinks ou comida para degustação. Ainda no lobby, uma bike com uma cesta atrás enorme, chama atenção. São snacks dos mais variados tipos, para que você não precise sair do hotel se sentir fome de madrugada ou chegar a noite e não quiser passar pelo restaurante.

Eu fiquei no 5 andar. A vista não é linda, porque dá para um outro prédio, mas quem precisa de vista com uma parede como a que tem no INK. É como se fosse uma daquelas paredes de giz, toda desenhada com as locations de Amsterdam. É  um mapa estilizado, só que em cada ponto, tem sempre algum comentário engraçadinho ou mesmo da história do lugar. Depois que você se hospeda no INK, é que entende o slogan: “INK Hotel Amsterdam: a story you need to experience”. Não é apenas ficar num hotel pra dormir. É uma experiência, um lugar onde você pode começar a escrever uma história.

Continuando com as facilidades do hotel: o café-da-manhã está incluído na diária e vai das 6  às 11 da manhã. Ou seja: pra quem gosta de acordar tarde, não precisa ficar no stress do horário. E o café, é um SENHOR café! A cozinha é no estilo americana, onde você consegue ver tudo e até mesmo conversar com os cozinheiros que ficam ali, sempre com um sorriso no rosto. Uma variedade enorme de pães, uns três tipos de ovos ( mexido, frito, cozido), bacon, todos os tipos de leites que vocês imaginarem, geleias e uma verdadeira degustação de queijos. Os sucos e o café ou chá são servidos pelos garçons, e o capuccino de lá é uma coisa de louco!

Eu cheguei quase meio-dia, a diferença de fuso são cinco horas, então sabia que se dormisse, ia bagunçar mais ainda o sono. Eu tinha marcado um bike tour com uma guia às 13, mas estavam uma chuva e um frio que não tinha a menor condição de fazer o passeio de bike. Nos falamos por telefone e ela me disse que poderíamos fazer o tour ali por perto, a pé e parar em algum restaurante para comer. Essa é uma outra coisa que vale muito a pena: um guia local. Tanto em Amsterdam quanto em Rotterdam, eu fiquei uma tarde com os guias. É muito legal porque eles te mostram nuaces da cidade, contam histórias sobre monumentos que você jamais saberia se fizesse sozinho. Além disso, te levam em lugares não turísticos pra comer, o que é ótimo, porque normalmente, esses são os melhores! Fomos andando pelos canais, a Fleur foi me explicando como Amsterdam cresceu, como funcionam os canais, como eles trabalham para que a cidade não fique submersa ( não é à toa o nome Países Baixos). Sentamos num restaurante pequeno, chamado Wannenakers onde você, segundo ela, come os melhores Benedict Eggs de Amsterdam. Foi esse o meu pedido e realmente não me arrependi! Como estava chovendo muito, pegamos o mapa e ela foi me mostrando o que seria legal eu fazer, já que não teria tanto tempo por causa da maratona.

Voltei pro Hotel por volta de 18horas e já estava rolando um super happy hour no lobby. No mesmo fim-de-semana da maratona, estava acontecendo também, o Amsterdam Music Festival. Pra quem não sabe, Amsterdam é o berço da música eletrônica e a cidade estava respirando, além da Maratona, o AMF. Vou confessar que fiquei com uma invejinha, porque amo música eletrônica! Fiquei ali na festinha por 1hora, conheci umas meninas de Berlim que tinham ido para o AMF e elas me disseram que a partir de sexta, a cidade ia ferver! Mas eu estava morta da viagem, e tinha feito uma reserva pra jantar num restaurante bem tradicional de lá, o Maximiliaan Amsterdam. Esse restaurante fica hoje, num prédio que virou hotel, mas que foi onde começou a Heineken há 145 anos. Então, ainda tem uma parte dele que é bem antiga, toda reformada, para não perder as características do que era antigamente, que virou um bar. O mais legal é que os próprios garçons vão te explicando a história do local e ainda rola um “predio tour” se você quiser conhecer mais. A comida é simplesmente maravilhosa, então vale a visita!