Depois de correr a Maratona em Amsterdam, fui fazer o que queria ter feito da outra vez que fui a Amsterdam: visitar Roterdam. Como na maior parte da Europa, os trens funcionam maravilhosamente bem, peguei um trem em Amsterdam, na Central Station, e em 35 minutos estava descendo na maravilhosa e bem organizada Estação Central de Roterdam.

Meu único perrengue foi com a mala gigante que eu havia levado ( mas que já me prometi não fazer mais esse tipo de coisa! rs) por causa das escadas. Ao sair das catracas, você logo vê o Tourist Point, que é ótimo pra quem está indo à cidade pela primeira vez. Lá eles vendem os “city pass”, te dão orientações, mapas e todo tipo de informação que você precisar. Peguei meu city pass e fui pro metrô em direção ao Hotel. Fiquei num Hotel chamado Inntel, super bem localizado. Era ao lado da Erasmus Bridge, uma ponte bem parecida com a Estaiada daqui de São Paulo. Essa ponte, liga a parte “velha” à parte nova de Roterdam. Nos seus 800m de comprimento, tem uma vista linda tanto de um lado quanto de outro da cidade, além do pôr-do-sol ali, que é maravilhoso. Dali, consegue-se avistar também o Old Harbor, que foi uma área totalmente revitalizada pelo governo da cidade.

No primeiro dia, a ideia era fazer um passeio no Fun Jet, mas a chuva não deixou. Então, fui até a Euromaster, que é a torre mais alta de Rotterdam, com 185m de altura. Lá, me disseram que nos dias de sol dá pra ver até Haia e Antuérpia, além de fazer uma descida de rapel. Mesmo naquele dia chuvoso, deu pra ver o quanto a cidade é linda! Não deixe de pegar os elevadores super rápidos para chegar às plataformas e desfrutar a vista! E pra quem estiver em um clima mais romântico pode ainda  jantar no topo da torre, dormir em uma das suítes e acordar com a vista espetacular!

Depois, fui almoçar num restaurante local, chamado Uit je Eigen Stad, que de bike (simmmm, andei de bike pra lá e pra cá!) do hotel, deu mais ou menos uns 20 minutos. O restaurante é uma graça! Afastado do centro da cidade, o Uit je Eigen Stad é uma mini fazendinha, onde a maioria do que se come é produzido lá mesmo. E o que eles não produzem, compram de produtores orgânicos fora da cidade. O restaurante é bem rústico, mas muito acolhedor. Quando você chega, eles já te oferecem uma “carta” de chás, de folhas mesmo, para que você possa se esquentar e escolher seu prato com calma. Eles têm o prato do dia ( que é muito bem servido por sinal) ou outras opções saudáveis no cardápio.

Depois do almoço, fui rodar pela cidade. Eu lembro que meu pai me dizia, que não há jeito melhor de conhecermos um lugar, do que nos perdermos por ele. Então peguei meu mapa de papel – nada de google maps! – e fui me aventurar de bike pela cidade. Os parques são lindos, fui me embrenhando por cada um deles e acabei caindo na frente de um Museu de Moda. Estacionei minha bike e entrei! Com certeza um dos lugares para se visitar quando for a Rotterdam! Do museu, fui até uma delicatessen que haviam me indicado no hotel: a Vermeyden Delicatessen. Essa Delicatessen foi totalmente reestruturada há dois anos e o interior dela é lindíssimo! Sem falar na quantidade e variedade de queijos, tapas e uma seleção maravilhosa de café, chás e nuts!

Aproveitei que o sol abriu no fim do dia, e fui para a ponte. Que coisa mais linda! Primeiro, que na época que fui, é raro um dia de sol como esse que peguei, segundo, o céu é tão limpo, que quando o sol se põe, os raios irradiam pela água fazendo uma paisagem de porta-retrato!

No segundo dia, foi a vez de visitar o Markthal. Eu tinha separado uma manhã para ir conhecer, mas digo a vocês: separem um dia inteiro, porque foi isso que fiquei por lá. Se você gosta de comer, provar diferentes sabores, fazer compras de utensílios para casa ou cozinha, lá é O LUGAR! A área coberta é do tamanho de um estádio de futebol, possui 100 vendedores de peixe, 15 lojas de comida e 8 restaurantes. De pão fresco a queijos deliciosos, peixe e aves e até mesmo flores e plantas – você vai encontrar tudo isso debaixo do mesmo teto. Em suma, fazer compras no mercado coberto de Rotterdam já é uma experiência em si! Além disso, e o mais interessante, é que o Markthal possui 228 apartamentos! São penthouses cujo chão, dá para o interior do mercado. Nada mal, né?

Ao lado do Markthal, estão as famosas Casas em forma de Cubo. A grande parte delas é ocupada, mas sempre fica uma aberta para exposição ao público. É muito engraçado como a arquitetura engana! Projetada pelo arquiteto Piet Blom, as casas em cubo foram construídas  em 1984. Seu design representa uma árvore, e todas as casas juntas formam um bosque. O conceito de Blom era criar uma espécie de vila dentro da cidade, um porto seguro onde tudo pudesse acontecer. A frente delas hoje, dá para o Markthal, e os fundos para o antigo porto de Rotterdam, onde existem também as casas-barco, assim como em Amsterdam.

Nesse dia, à noite, fui jantar num restaurante chamado Spirit. O Spirit é o único restaurante em Rotterdam com comida 100% orgânica e vegetariana. A ideia do Spirit é: “Good food tastes better”. E é exatamente assim que funciona! A comida tem um gosto simplesmente sensacional, nada comparado a qualquer coisa que eu já tenha comido por aqui. Vale uma noite lá!

No meu último dia em Rotterdam,  na parte da manhã, fui visitar o escritório de um empreendimento sensacional que estão construindo por lá. Aliás, na Holanda, foi onde tive as maiores lições de empreendedorismo da minha vida. O RIF010 foi idealizado por um soldado holandês, que estava um dia, sentado à beira de um dos canais, e pensou: “Poxa, aqui podia ter uma praia, onde as pessoas pudessem surfar”. Com aquela ideia na cabeça, ele procurou experts em engenharia na Holanda e nos EUA e conseguiu viabilizar o projeto! A princípio, ele me disse, “as pessoas achavam que  eu era louco”, mas quando ele conseguiu validar cientificamente a ideia, muitas empresas privadas, além do governo, resolveram investir! O RIF010 está sendo construído no canal atrás do Markthal. As instalações, vão criar ondas perfeitas de até 1,5m de alturacom água purificada do Rio Rotterdam. Toda essa tecnologia, vai permitir que os holandeses pratiquem esportes aquáticos no meio da cidade! O que Edwin me disse, é que, finalmente, os holandeses terão o “clima” de praia no meio da cidade. A ideia dele, é que, as pessoas paguem a entrada e com isso, ele possa levar as escolas de graça. Não é o máximo?

A parte da tarde do meu último dia, merece um post a parte! Aguardem!